Esta página foi criada com intuito de disponibilizar a todos os interessados, a gravação do evento Pensando Coletivamente Sobre Problemas Coletivos, com David Denborough.

O encontro, que aconteceu no dia 1 de julho, às 20h (horário de Brasília), resultou em muita reflexão para grande parte dos 374 participantes online. O evento foi transmitido pela plataforma Zoom e teve tradução sequencial.

Sobre David Denborough:

 

Phd em Filosofia, Co-diretor do Dulwich Centre Foundation da Austrália, professor, escritor, compositor, editor, dramaturgo e agente comunitário, David é referência internacional em terapia narrativa e práticas narrativas coletivas. Como educador e difusor das práticas narrativas coletivas, tem levado essa abordagem para indivíduos, grupos e comunidades que viveram situações de intensas adversidades, em lugares como Palestina, Cingapura, Áustria, Hong Kong, Iraque, Índia, Canadá, África do Sul, Argentina, Espanha, Dinamarca, Sri Lanka, Tailândia, Chile, Brasil e comunidades indígenas da Austrália.

 

David é também coordenador do programa de mestrado “Narrative Therapy and Community Work”, da Universidade de Melbourne, na Austrália. Suas músicas desenvolvidas como respostas a problemas sociais atuais foram tocadas em rádios da Austrália e do Canadá.

 

É autor de muitas metodologias narrativas, dentre elas, o Time da Vida, que se utiliza da metáfora do futebol para facilitar a conversa com jovens, sem que estes tenham que falar diretamente de suas experiências traumáticas. No Rio de Janeiro supervisiona e acompanha, desde 2009, os projetos realizados pela organização Reciclando Mentes, que busca apresentar as práticas narrativas coletivas aos professores, agentes e gestores sociais que trabalham em comunidades desfavorecidas.

 

David conhece há muitos anos alguns dos problemas enfrentados pelos brasileiros. Em uma de suas primeiras vindas ao Brasil, em 1999, para documentar as iniciativas tomadas por pessoas sem teto, em São Paulo, chegou a fazer uma entrevista com Paulo Freire, que o inspirou a escrever o livro “Práticas Narrativas coletivas: trabalhando com indivíduos, grupos e comunidades que vivenciaram traumas”.

 

Dentre seus livros e publicações, destacamos:

 

1)      Retelling the stories of our lives: Everyday narrative therapy to draw inspiration and transform experience (2014);

2)      Collective narrative practice: Responding to individuals, groups, and communities who have experienced trauma (2008);

3)      Working with memory in the shadow of genocide: The narrative practices of Ibuka trauma counsellors (2010);

4)      Beyond the prison: Gathering dreams of freedom(1996);

5)      TEAM OF LIFE: OFFERING YOUNG PEOPLE A SPORTING CHANCE (2012);

6)      Strengthening Resistance: the use of narrative practices in working with genocide survivors (with Jill Freedman and Cheryl White)(2008);

7)      Queer counselling and narrative practice(2002);

8)      Family therapy: Exploring the field’s past, present and possible futures (editor)(2019);

9)      Trauma: Narrative responses to traumatic experience (2006);

10)    Você quer ouvir uma história?, Aventuras em Práticas Narrativas Coletivas (2019);

11)    Práticas Narrativas Coletivas, Trabalhando com Indivíduos, Grupos e Comunidades que vivenciaram trauma ( 2011);

 

Sobre as Pticas Narrativas:

 

As Práticas Narrativas foram desenvolvidas pelo australiano Michael White e o neozelandês David Epston. Essa abordagem considera que as pessoas são as maiores especialistas em suas próprias vidas, e que suas identidades são moldadas através das narrativas que elas constroem sobre si mesmas e das suas experiências de vida.

 

A ideia-chave de que “A pessoa não é o problema, o problema é o problema”, separa as pessoas de suas dificuldades, abrindo caminho para o reconhecimento de suas próprias habilidades, competências, crenças e valores, o que favorece significativamente a redução da interferência dos problemas em suas vidas.

 

Sobre as Pticas Narrativas Coletivas:

 

Essas práticas buscam assistir grupos e comunidades que vivenciaram sofrimentos sociais relevantes em contextos nos quais o atendimento individual nem sempre é possível ou o mais indicado. Essas práticas também foram muito aplicadas nas escolas, especialmente envolvendo temas de bullying, assédio e na desconstrução de compreensões dominantes sobre gênero com grupos de jovens. Esses são exemplos de como as práticas narrativas podem ser utilizadas como formas de ação social local.

 

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